sexta-feira, 18 de julho de 2008

Por que os judeus não acreditam em Jesus?

Por Rabino Shraga Simmons*


Por séculos os judeus foram perseguidos por sua fé e prática religiosa. Muitos tentaram impor suas idéias e aniquilar o judaísmo. Nem as cruzadas, nem a inquisição implacável, nem os pogroms conseguiram manipular nossas almas cumprindo seu intento.

O judaísmo mantém sua chama sempre viva.

A história comprova: os judeus continuam rejeitando o Cristianismo. Por quê?

Porque somos simplesmente judeus, nascemos e vivemos o judaísmo e temos nossas próprias convicções.

Mas quando judeus são seguidamente questionados sobre esta questão e não-judeus frequentemente perguntam: “Por que os judeus não acreditam em Jesus?” Preparamos alguns argumentos com o objetivo, não de depreciar outras religiões, pois respeitamos a todos e por esta razão não fazemos proselitismo, mas sim apenas para esclarecer a posição judaica.


1. Jesus não preencheu as profecias messiânicas

O que o Messias deveria atingir? A Torá diz que ele:

a - Construirá o terceiro Templo Sagrado (Yechezkel 37:26-2)

b - Levará todos os judeus de volta à Terra de Israel (Yeshayáhu 43:5-6).

c - Introduzirá uma era de paz mundial, e terminará com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: “Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra.” (Yeshayáhu 2:4).

d - Divulgará o conhecimento universal sobre o D’us de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: “D’us reinará sobre todo o mundo - naquele dia, D’us será Um e seu nome será Um” (Zecharyá 14:9).

O fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma destas profecias messiânicas.


2. O cristianismo contradiz a teologia judaíca

a - D’us em três?

A idéia cristã da trindade quebra D’us em três seres separados: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19).

Compare isto com o Shemá, a base da crença judaica: “Ouve, ó Israel, o Eterno nosso D’us, o Senhor é UM” (Devarim 6:4). Os judeus declaram a unicidade de D’us todos os dias, escrevendo-a sobre os batentes das portas (Mezuzá), e atando-a à mão e cabeça (Tefilin). Esta declaração da unicidade de D’us são as primeiras palavras que uma criança judia aprende a falar, e as últimas palavras pronunciadas antes de morrer.

Na Lei Judaica, adorar um deus em três partes é considerado idolatria - um dos três pecados cardeais, que o judeu prefere desistir da vida a transgredir. Isto explica porque durante as Inquisições e através da História, os judeus desistiram da vida para não se converterem.


b - Um homem como deus?

Os cristãos acreditam que D’us veio à terra em forma humana, como disse Jesus: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Maimônides devota a maior parte do “Guia para os perplexos” a idéia fundamental que D’us é incorpóreo, significando que Ele não assume forma física. D’us é eterno, acima do tempo. É infinito, além do espaço. Não pode nascer, e não pode morrer. Dizer que D’us assume forma humana torna D’us pequeno, diminuindo tanto Sua Unidade como Sua Divindade. Como diz a Torá: “D’us não é um mortal” (Bamidbar 23:19).

O Judaísmo diz que Messias nascerá de pais humanos, com atributos físicos normais, como qualquer outra pessoa. Não será um semi-deus, e não possuirá qualidades sobrenaturais. De fato, em cada geração vive um indivíduo com a capacidade de tornar-se o Messias. (veja Maimônides - Leis dos Reis 11:3).


c - Um intermediário para a oração?

É uma idéia básica na crença cristã que a prece deve ser dirigida através de um intermediário - i.e., confessando-se os pecados a um padre. O próprio Jesus é um intermediário, pois disse: “Nenhum homem chega ao Pai a não ser através de mim.”

No Judaísmo, a prece é assunto totalmente particular, entre cada pessoa e D’us. A Torá diz: “D’us está perto de todos que clamam por Ele” (Tehilim 145:18). Além disso, os Dez Mandamentos declaram: “Não terá outros deuses DIANTE DE MIM,” significando que é proibido colocar um mediador entre D’us e o homem. (veja Maimônides - Leis da Idolatria cap. 1).


d - Envolvimento no mundo físico

O Cristianismo freqüentemente trata o mundo físico como um mal a ser evitado. Maria, a mais sagrada mulher cristã, é retratada como uma virgem. Padres e freiras são celibatários. E os mosteiros estão em locais remotos e segregados.

Em contraste, o Judaísmo acredita que D’us criou o mundo físico não para nos frustrar, mas para nosso prazer. A espiritualidade judaica vem através do envolvimento no mundo físico de maneira tal que ascenda e eleve. O sexo no contexto apropriado é um dos atos mais sagrados que podemos realizar.

O Talmud diz que se uma pessoa tem a oportunidade de saborear uma nova fruta e recusa-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso no Mundo Vindouro. As escolas rabínicas ensinam como viver entre o alvoroço da atividade comercial. Os judeus não se afastam da vida, elevam-na.


3. Jesus não personifica as qualificações pessoais do Messias.


a - Messias como profeta

Jesus não foi um profeta. A profecia apenas pode existir em Israel quando a terra for habitada por uma maioridade de judeus. Durante o tempo de Ezra (cerca de 300 AEC), a maioria dos judeus recusou-se a mudar da Babilônia para Israel, e assim a profecia terminou com a morte dos três últimos profetas - Chagai, Zecharyá e Malachi.

Jesus apareceu em cena aproximadamente 350 anos após a profecia ter terminado.


b - Descendente de David

O Messias deve ser descendente do Rei David pelo lado paterno (veja Bereshit 49:10 e Yeshayáhu 11:1). Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno!


c - Observância da Torá

O Messias levará o povo judeu à completa observância da Torá. A Torá declara que todas as mitsvot permanecem para sempre, e quem quer que altere a Torá é imediatamente identificado como um falso profeta. (Devarim 13:1-4).

No decorrer de todo o Novo Testamento, Jesus contradiz a Torá e declara que seus mandamentos não se aplicam mais. (veja João 1:45 e 9:16, Atos 3:22 e 7:37).


4. Versículos bíblicos “referindo-se” a Jesus são tradições incorretas

Os versículos bíblicos apenas podem ser entendidos estudando-se o texto original em hebraico - que revela muitas discrepâncias na tradução cristã.


a - Nascimento virgem

A idéia cristã de um nascimento virgem é extraído de um versículo em Yeshayáhu descrevendo uma “alma” que dá à luz. A palavra “alma” sempre significou uma mulher jovem, mas os teólogos cristãos séculos mais tarde traduziram-na como “virgem”. Isto relaciona o nascimento de Jesus com a idéia pagã do primeiro século, de mortais sendo impregnados por deuses.


b - Crucifixão

O versículo em Tehilim 22:17 afirma: “Como um leão, eles estão em minhas mãos e pés.” A palavra hebraica ka’ari (como um leão) é gramaticalmente semelhante à palavra “ferir muito”. Dessa maneira o Cristianismo lê o versículo como uma referência à crucifixão: “Eles furaram minhas mãos e pés.”


c - Servo sofredor

Os cristãos afirmam que Yeshayáhu (Isaías) 53 refere-se a Jesus. Na verdade, Yeshayáhu 53 segue diretamente o tema do capítulo 52, descrevendo o exílio e a redenção do povo judeu. As profecias são escritas na forma singular porque os judeus (Israel) são considerados como sendo uma unidade. A Torá está repleta de exemplos de referências à nação judaica com um pronome singular.

Ironicamente, as profecias de perseguição de Yeshayáhu referem-se em parte ao século 11, quando os judeus foram torturados e mortos pelas Cruzadas, que agiram em nome de Jesus.

De onde provêm estas traduções erradas? S. Gregório, Bispo de Nanianzus no século IV, escreveu: “Um certo jargão é necessário para se impor ao povo. Quantos menos compreenderem, mais admirarão.”


5. A crença judaica é baseada na revelação nacional

Das 15.000 religiões na História Humana, apenas o Judaísmo baseia sua crença na revelação nacional - i.e., D’us falando a toda a nação. Se D’us está para iniciar uma religião, faz sentido que Ele falará a todos, não apenas a uma pessoa.

O Judaísmo, é a única entre todas as grandes religiões do mundo que não confia em “reivindicações de milagres” como base para estabelecer uma religião. De fato, a Torá afirma que D’us às vezes concede o poder de “milagres” a charlatães, para testar a lealdade judaica à Torá (Devarim 13:4).

Maimônides declara (Fundações da Torá, cap. 8):

“Os Judeus não creram em Moshê (Moisés), nosso mestre, por causa dos milagres que realizou. Sempre que a crença de alguém baseia-se na contemplação de milagres, tem dúvidas remanescentes, porque é possível que os milagres tenham sido realizados através de mágica ou feitiçaria. Todos os milagres realizados por Moshê no deserto aconteceram porque eram necessários, e não como prova de sua profecia.

“Qual era então a base da crença judaica? A revelação no Monte Sinai, que vimos com nossos próprios olhos e ouvimos com nossos ouvidos, não dependendo do testemunho de outros… como está escrito: ‘Face a face, D’us falou com vocês…’ A Torá também declara: ‘D’us não fez esta aliança com nossos pais, mas conosco - que hoje estamos todos aqui, vivos.’ (Devarim 5:3).”

O Judaísmo não são os milagres. É o testemunho da experiência pessoal de todo homem, mulher e criança.


*Rabino Shraga Simmons passou sua infância em Buffalo, Nova York. Trabalhou nos campos do jornalismo e relações públicas, e recebeu sua ordenação rabínica do Rabino Chefe de Jerusalém. Ele é o editor do site Aish.com, e vive com sua esposa e filhos na região de Modi’in, em Israel . É especialista em judaísmo ortodoxo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Conversão Fraudulenta de Pastor Messiânico

Muita gente já ouviu falar do pastor messiânico Davi André Farias de Meneses, líder da Associação Amigos da Torá em Campina Grande, Paraíba.
Pois fiquei sabendo por diversas fontes que este cidadão foi aos Estados Unidos onde participou de uma conversão relâmpago, onde supostamente enganou rabinos se passando por um "prosélito verdadeiro", embora nunca tenha abandonado suas crenças cristãs no Novo Testamento e seus mitos.
O Pr. Davi Meneses, desde que botou fachada de sinagoga em sua igreja, defendia abertamente o "judaísmo messiânico", que é um movimento cristão que adota práticas e símbolos judaicos afim de enganar marranos e judeus incautos para que reconheçam "jesus/yeshu" como messias. Mas o golpe passou a ser muito manjado, as pessoas esclarecidas já sabem que "judaísmo messiânico" não existe. Então sua congregação, que era conhecida como "comunidade judaico messiânica Beit Teshuvá", de uma hora pra outra retirou ardilosamente o termo 'messiânico', para dar uma falsa aparência de judaísmo e continuar enganando. Da mesma forma o seu site e programa de rádio, onde se difundia o "judaísmo messiânico", foram retirados do ar.
Ele agora se define como 'ex-messiânico' mas sua congregação só mudou de nome, pois continua messigélica do mesmo jeito, rezando em nome de "Yeshu HaMashixe" e tudo mais.
O fato é que o Pr. André Davi Meneses, que agora se intitula "Davi ben Avraham", procedeu uma conversão fraudulenta. Mentiu, ou no mínimo omitiu dos rabinos suas verdadeiras intenções, assim como sua crença em Yeshu e acabou comprando certificados de conversão para si e para outros, seis ao todo, 'contemplando' pessoas que sequer estiveram presentes ao suposto beit din. Eu tenho testemunhas que afirmam que ele tentou revender estes papeis para membros de sua congregação. Não sei se o tal beit din que procedeu sua conversão é falso ou o seu rabino é completamente ingênuo, pois rabinos de verdade não vendem documentos de conversão, muito menos no 'atacado' como foi feito. Só sei, através de testemunhas, que o esquema rolou dinheiro, só não sei quem embolsou a grana!
Tudo indica que esta conversão foi inspirada e orientada por outros messiânicos, seguidores da associação missionária norte-americana "Jews for Jesus" que procederam da mesma forma. A ideia deles é formar uma massa crítica de 'judeus' crentes em Jesus para forçar a comunidade judaica a reconhecê-los como um autêntico ramo do judaísmo.
Fica aqui registrado a denúncia na esperança que as autoridades judaicas tomem conhecimento desses fatos e as devidas providências.
Acrescento que não conheço o Pr. André Davi Meneses e não tenho nada pessoal contra ele, a não ser por sua obsessão em querer usurpar o judaísmo, sendo ele um cristão messiânico, pastor evangélico, pois 'judaísmo messiânico' definitivamente não existe!
Joaquim Neto
Campina Grande - PB

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Liberdade após 500 anos de escravidão

Não se trata da libertação da escravatura dos negros no Brasil. Essa já aconteceu a mais de 100 anos. Falo da escravidão religiosa, quando os judeus da Espanha e Portugal tiveram sua liberdade cassada, sua religião proibida e foram forçados a se converter ao cristianismo. A escravidão ideológica a que fomos submetidos.
A cerca de 500 anos, D. Manuel I, rei de Portugal, pressionado pela Espanha concorda em expulsar os judeus da Península Ibérica. Mas os judeus detinham parte importante do poder econômico, e expulsa-los causaria uma crise sem precedentes. Por isso o rei proíbe os judeus de sair e obriga-os a converter-se ao cristianismo com um decreto outorgado em 31 de Março de 1496. Só que muitos continuaram a praticar o judaísmo secretamente, estes foram os criptojudeus.
Até que em 6 de Julho de 1547 o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição se instala oficialmente em Portugal.
Já havia a prática de deportar criminosos para o Brasil, e com a introdução da Inquisição, os judeus passaram a ser tratados da mesma forma. Grande parte dos judeus condenados pela Inquisição veio para o Nordeste do Brasil, principalmente nos séculos XVII e XVIII.
Isolados no semi-árido nordestino, enfrentando a fome e a seca, muitos em condição de vida miserável, assim nossos antepassados perderam sua identidade religiosa. As práticas e os costumes judaicos foram sufocados ao longo do tempo e nos tornamos escravos do cristianismo. Restou-nos uma tênue lembrança, a única coisa que nossos avós conseguiram guardar e nos passar como herança: A informação que somos descendentes de judeus, filhos de Israel.
O Brasil Império torna-se uma República quase ao mesmo tempo em que os judeus da Europa fundam o movimento sionista político. No dia 29 de agosto de 1897 é realizado o primeiro congresso sionista desde a diáspora. Fugindo do anti-semitismo, judeus europeus se refugiam no Brasil e fundam a Congregação Israelita Paulista (CIP), em 1936. Em Maio de 1948 é estabelecido o moderno estado de Israel. Mas tudo isso era uma realidade muito distante de nós, que ficamos aqui, ainda esquecidos sob a escuridão da idolatria e das mentiras do cristianismo.
Enfim o Brasil se torna um país democrático, com a liberdade religiosa garantida pela constituição. Mas por falta de informação continuamos escravos da fé cristã. Nossas Bíblias não passavam de uma versão adulterada e mal traduzida da Tanach, atarraxada ao infame Novo Testamento.
Mas a luz da Torah finalmente chegou até nós em forma de bits e bytes, informação digital circulando via internet. Centenas de sites judaicos foram criados em vários idiomas onde os sábios rabinos publicam seus artigos, pensamentos e ensinamentos da Torah. A internet não reconhece fronteiras; mas seus caminhos ocultam perigosas armadilhas. Falsos judeus, sob a alcunha de "judeus messiânicos" pregam abertamente antigas mentiras do cristianismo. Mas basta dar ouvidos aos verdadeiros judeus que toda mentira é dissipada. Basta ter coragem sair da escuridão e vir para luz da verdade, a verdade da Torah. Mas não dá pra ser judeu apenas de internet. Precisamos experimentar na prática e viver intensamente tudo que foi roubado de nossos antepassados nesses 500 anos de trevas. A boa notícia é que o Shavei Israel chegou até nós para nos resgatar. Já temos um rabino aqui, nesse nordeste outrora esquecido. Com isso as portas estão abertas e possibilidades são infinitas. Já não somos mais escravos!
A noite foi longa, mas eis que o sol brilha no horizonte!

quinta-feira, 5 de junho de 2008



    Descendentes de judeus

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    Gente das Nações





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GENEOLOGIA JUDAICO-BRASILEIRA

Sobrenomes usados por cristãos novos processados pela Inquisição


O que toda essa história tem a ver com você? Estima-se que cerca de um décimo (1/10), da população brasileira seja de descendentes de judeus cristãos-novos - alguns historiadores afirmam que na verdade essa proporção é de 35%. Isso equivale, na menor das estimativas, a 17 milhões de pessoas. Segue-se uma lista retirada do livro "As raízes judaicas no Brasil", de Flávio Mendes de Carvalho, com os sobrenomes de cristãos-novos, brasileiros ou residentes no Brasil, condenados pela Inquisição nos séc. XVII e XVIII e que constam nos arquivos da Torre do Tombo em Lisboa. A sua família pode estar citada aqui! É bom lembrar que os judeus, por ocasião da conversão forçada e para esconder suas raízes e evitar a perseguição, adotaram muitos sobrenomes de cristãos-velhos. Assim o fato de um sobrenome estar na lista não nos garante dizer que todas as pessoas que o carregam são descendentes dos cristãos-novos. Por outro lado, o fato de outro sobrenome não estar, não quer dizer que não seja de origem judaica, posto que a pesquisa de Flávio Mendes não abrangeu todo o período de atuação da Inquisição e ainda que muitas famílias conseguiram manter-se em segredo. Na obra do historiador, também descendente de cristãos-novos, constam os nomes e na maioria das vezes a naturalidade, o parentesco e residência dos judaizantes - termo como eram chamados os conversos descobertos praticando o judaísmo. Há vários casos em que muitos dos membros de uma mesma família foram condenados e torturados para delatar a sua própria gente.

    • Se o seu sobrenome estiver entre os da lista abaixo, ou se você tiver qualquer dúvida, escreva-nos um e-mail!

Nota sobre os nomes de árvore como sobrenome judaico

Corre pelo Brasil uma certa crença de que todos os sobrenomes com nomes de planta e de animais são sobrenomes de cristãos-novos. Isso é um mito porque muitos desses nomes são bastante antigos e usados igualmente por famílias cristãs-velhas. Ainda há, como pode ser visto na lista, diversos outros tipos de sobrenomes também adotados pelas famílias de conversos, como os de origem geográfica (p. ex. Toledo, Évora), os de alcunha (p. ex. Moreno, Bueno), os de profissões (p. ex. Ferreira), os derivados de nomes de pessoas (p. ex. Henriques, Fernandes), entre outros.

A

Abreu Abrunhosa Affonseca Affonso Aguiar Ayres Alam Alberto
Albuquerque Alfaro Almeida Alonso Alvade Alvarado Alvarenga Álvares/Alvarez Alvelos Alveres Alves Alvim Alvorada Alvres Amado Amaral Andrada Andrade Anta Antonio Antunes Araujo Arrabaca Arroyo Arroja Aspalhão Assumção Athayde Ávila Avis Azeda Azeitado Azeredo Azevedo

B

Bacelar Balão Balboa Balieyro Baltiero Bandes Baptista Barata Barbalha Barboza /Barbosa Bareda Barrajas Barreira Baretta Baretto Barros Bastos Bautista Beirão Belinque Belmonte Bello Bentes Bernal Bernardes Bezzera Bicudo Bispo Bivar Boccoro Boned Bonsucesso Borges Borralho Botelho Bragança Brandão Bravo Brites Brito Brum Bueno Bulhão


C

Cabaco Cabral Cabreira Cáceres Caetano Calassa Caldas Caldeira Caldeyrão Callado Camacho Câmara Camejo Caminha Campo Campos Candeas Capote Cárceres Cardozo/Cardoso Carlos Carneiro Carranca Carnide Carreira Carrilho Carrollo Carvalho Casado Casqueiro Cásseres Castenheda Castanho Castelo Castelo Branco Castelhano Castilho Castro Cazado Cazales Ceya Céspedes Chacla Chacon Chaves Chito Cid Cobilhos Coche Coelho Collaço Contreiras Cordeiro Corgenaga Coronel Correa Cortez Corujo Costa Coutinho Couto Covilhã Crasto Cruz Cunha

D

Damas Daniel Datto Delgado Devet Diamante Dias Diniz Dionisio Dique Doria Dorta Dourado Drago Duarte Duraes

E

Eliate Escobar Espadilha Espinhosa Espinoza Esteves Évora

F

Faísca Falcão Faria Farinha Faro Farto Fatexa Febos Feijão Feijó Fernandes Ferrão Ferraz Ferreira Ferro Fialho Fidalgo Figueira Figueiredo Figueiro Figueiroa Flores Fogaça Fonseca Fontes Forro Fraga Fragozo Franca Francês Francisco Franco Freire Freitas Froes/Frois Furtado


G

Gabriel Gago Galante Galego Galeno Gallo Galvão Gama Gamboa Gancoso Ganso Garcia Gasto Gavilão Gil Godinho Godins Goes Gomes Gonçalves Gouvea Gracia Gradis Gramacho Guadalupe Guedes Gueybara Gueiros Guerra Guerreiro Gusmão Guterres

H/I

Henriques Homem Idanha Iscol Isidro Jordão Jorge Jubim Julião


L

Lafaia Lago Laguna Lamy Lara Lassa Leal Leão Ledesma Leitão Leite Lemos Lima Liz Lobo Lopes Loucão Loureiro Lourenço Louzada Lucena Luiz Luna Luzarte


M

Macedo Machado Machuca Madeira Madureira Magalhães Maia Maioral Maj Maldonado Malheiro Manem Manganes Manhanas Manoel Manzona Marçal Marques Martins Mascarenhas Mattos Matoso Medalha Medeiros Medina Melão Mello Mendanha Mendes Mendonça Menezes Mesquita Mezas Milão Miles Miranda Moeda Mogadouro Mogo Molina Monforte Monguinho Moniz Monsanto Montearroyo Monteiro Montes Montezinhos Moraes Morales Morão Morato Moreas Moreira Moreno Motta Moura Mouzinho Munhoz


N

Nabo Nagera Navarro Negrão Neves Nicolao Nobre Nogueira Noronha Novaes Nunes


O

Oliva Olivares Oliveira Oróbio


P

Pacham/Pachão/Paixão Pacheco Paes Paiva Palancho Palhano Pantoja Pardo Paredes Parra Páscoa Passos Paz Pedrozo Pegado Peinado Penalvo Penha Penso Penteado Peralta Perdigão Pereira Peres Pessoa Pestana Picanço Pilar Pimentel Pina Pineda Pinhão Pinheiro Pinto Pires Pisco Pissarro Piteyra Pizarro Pombeiro Ponte Porto Pouzado Prado Preto Proença


Q

Quadros Quaresma Queiroz Quental


R

Rabelo Rabocha Raphael Ramalho Ramires Ramos Rangel Raposo Rasquete Rebello Rego Reis Rezende Ribeiro Rios Robles Rocha Rodriguez Roldão Romão Romeiro Rosário Rosa Rosas Rozado Ruivo Ruiz


S

Sa Salvador Samora Sampaio Samuda Sanches Sandoval Santarém Santiago Santos Saraiva Sarilho Saro Sarzedas Seixas Sena Semedo Sequeira Seralvo Serpa Serqueira Serra Serrano Serrão Serveira Silva Silveira Simão Simões Soares Siqueira Sodenha Sodré Soeyro Sueyro Soeiro Sola Solis Sondo Soutto Souza

T/U

Tagarro Tareu Tavares Taveira Teixeira Telles Thomas Toloza Torres Torrones Tota Tourinho Tovar Trigillos Trigueiros Trindade Uchôa


V/X/Z

Valladolid Vale Valle Valença Valente Vareda Vargas Vasconcellos Vasques Vaz Veiga Veyga Velasco Velez Vellez Velho Veloso Vergueiro Viana Vicente Viegas Vieyra Viera Vigo Vilhalva Vilhegas Vilhena Villa Villalão Villa-Lobos Villanova Villar Villa Real Villella Vilela Vizeu Xavier Ximinez Zuriaga


Listagem de cristãos-novos residentes nas Minas Gerais, entre 1712 e 1763 (retirada do livro “A Inquisição em Minas Gerais no Século XVIII”, de Neusa Fernandes):

Em Brumado: Agostinho José de Azevedo.

Em Cachoeira: Agostinho Pereira da Cunha, Ana do Vale, Antônio da Silva Pereira, Antônio Fernandes de Mattos, Antônio Rodrigues Campos, Baltazar de Godoi Moreira, Gregório da Silva Henriques, João Rodrigues Viana, Leonor Henriques, Manoel Nunes Sanches, Manoel Nunes Viana, Miguel da Silva Pereira.

Em Caeté: Antônio Nunes Ribeiro, Campos Bicudo, Jerônimo Pedroso de Barros, João Nunes Ribeiro, Manoel da Fonseca.

Em Catas Altas: Francisco Ferreira Izidro, Francisco Pereira Chaves.

Em Congonhas do Campo: José da Silva de Moraes, José Rodrigues de Oliveira.

Em Córrego do Pau das Minas de Arasuahy: Antônio Pereira e Ávila, Antônio Fernandes Pereira.

Em Curralinho: Angela Roiz, Anna Roiz, Antonio de Castro, Antonio Rodrigues Gracio, Diogo de Paiva, Diogo Nunes, Diogo Nunes Henriques, Domingos Nunes Gracio, Domingos Roiz Ramires, Duarte Roiz, Elena Roiz, Francisco Fernandes Camacho, Francisco Nunes de Miranda, Jerônimo Rodrigues, João Lopes Álvares, João Nunes, João Nunes Ribeiro, José Aires Alves, Luiz Henriques, Manuel Dias, Manuel Nunes de Almeida, Manuel Nunes da Paz, Marcos Mendes, Miguel de Mendonça, Sebastião Nunes.

Em Diamantina (antigo Tijuco): Antônio de Sá, Antônio Rineiro Furtado, Diogo Dias Fernandes, Francisco Dias Correa, Francisco Roiz de Lima, João de Moraes, João Rodrigues, João Rodrigues de Mesquita, João Roiz, José Nunes, Manoel Leandro.

Em Fornos: José Rodrigues Cardoso.

Em Itaverava: Antônio de Sá Tinoco.

Em local não definido: Ana Roiz, André Mendes Correia, Anna do Valle, Antonio Azevedo Coutinho, Antonio Beltrão, Antonio Cardoso Porto, Antonio da Fonseca de Magalhães, Antonio da Silva, Antonio de Carvalho Oliveira, Antonio de Mello, Antonio de Mendonça, Antonio de Miranda, Antonio Dias Correia, Antonio Fernandes Matos, Antonio Ferreira Dourado, Antonio Ferreira Pacheco, Antonio Lopes, Antonio Nunes, Antonio Rodrigues, Antonio Rodrigues Gracio, Antonio Roiz, Antonio Roiz de Andrade, Antonio Roiz Gracia, Antonio do Valle, Baltazar Godoi Moreira, Damião Roiz Moeda, David Mendes, Diogo de Aguilar Pantoja, Diogo de Ávila Henriques, Diogo Lopes de Simões, Diogo Lopes Simões, Diogo Mendes, Diogo Roiz, Diogo Roiz Ferreira, Diogo Roiz Leão, Domingos da Costa, Domingos Rodrigues, Duarte Roiz Mendes, Elena do Vale, Eugenio da Costa, Felippe de Oliveira, Felippe Mendes, Felix Mendes Leite, Felix Nunes de Miranda, Francisca de Araújo, Francisco Correia, Francisco de Arruda Sá, Francisco dos Santos, Francisco Fernandes Camacho, Francisco Ferreira, Francisco Ferreira da Fonseca, Francisco Froes, Francisco Gabriel Francisca, Francisco Godoi Moreira, Gaspar Henriques, Guiomar da Rosa, Henriques Pereira, Izabel Palhana, Jacinto Mendes, Jerônimo Roiz, Joanna Maciel, João de Almeida Sá, João Gomes de Barros, João Lopes, João Lopes Alvarez, João Lopes Alves, João Lopes Xavier, João Mendes, João Moreira, João Nunes de Lara, João Nunes Ribeiro, João Roiz da Costa, João Roiz de Paiva, João Roiz Ferreira, João Roiz Nogueira, João Roldão, José de Matos, José Fernandes Camacho, José Rodrigues Bentim, José Rodrigues Cardoso, Joseph Cardoso, Joseph Carvalho de Chaves, Joseph Gonçalves, Joseph Ventura de Medanha, Leonor de Campos Currales, Lucas de Freitas Azevedo, Luiz do Couto, Luiz Miguel Correia, Luiz Nunes, Luiz Nunes de Miranda, Luiz Vaz, Luiz Vaz de Souza, Luíza Pereira, Manoel Cardoso, Manoel de Borba Gato, Manoel da Cunha Pessoa, Manoel Dias de Carvalho, Manoel Fernandes Araújo, Manoel Fernandes Henriques, Manoel Franco, Manoel Frois Moniz, Manoel Furtado, Manoel Lopes Pereira, Manoel Mendes da Cunha, Manoel Nunes Bernau, Manoel Nunes do Carmo, Manoel Nunes Viana, Manoel Nunes Sanchez, Manoel Rodrigues da Costa, Manoel Rodrigues Soares, Marcos Mendes Sanches, Maria de Jesus, Miguel Álvares, Miguel Álvares de Carvalho, Miguel Cardoso, Miguel da Silva Pereira, Miguel Nunes, Miguel Nunes de Miranda, Pais de Abreu, Pedro Mendes, Pedro Nunes de Miranda, Rendon, Ricardo Pereira, Rodrigo Álvares, Rodrigo Nunes, Salvador Roiz, Sebastião Nunes, Sebastião Nunes Alvarez, Simão Roiz, Thomaz Roiz do Vale.

Em Minas de Arassuahi: Antonio Fernandes Pereira, Antonio Pereira de Ávila, João da Costa e Silva, Joaquim da Silva Henriques.

Em Minas de São José: João Roiz, João Nunes Vizeu.

Em Minas Novas de Fanados: Alexandre de Lara, Duarte da Costa da Fonseca, Francisco Ferreira da Fonseca.

Em Minas Novas de Paracatu: Antonio Ribeiro Sanches, João Henriques, Miguel Nunes Sanches, Thomas Britto Ferreira.

Em Ouro Branco: Padre Manoel Lopes.

Em Ouro Fino: João Lopes Castelhano.

Em Ouro Preto (antiga Vila Rica): Alexandre de Lara, Antonio Fernandes Dias, Antonio Fernandes Pereira, David da Silva, David de Miranda, Diogo, Diogo Correia do Vale, Diogo da Costa, Diogo Dias Correia, Diogo Henriques, Diogo Nunes, Diogo Nunes Henriques, Domingos Nunes, Domingos Rodrigues Ramirez, Fernão Gomes, Fernando Gomes Nunes, Francisco Fróes, Francisco José de Souza, Francisco Nunes de Miranda, Francisco Roiz Moeda, Francisco Roiz Pueira, Gaspar da Costa, Gaspar Dias, Gaspar Fernandes Pereira, Helena do Valle, Henrique Fróes ou Henrique Fróes Moniz, Ignácio de Almeida Lara, Inácio dos Santos Bicudo, Jerônimo Rodrigues, João de Mattos, João Lopes Castelhano, João Rodrigues de Moraes, João Roiz de Mesquita, José da Cruz (também Joseph Nunes),José da Cruz Canegado, José de Carvalho, José de Carvalho e Almeida, José de Matos, Joseph da Cruz, Joseph Ferreira, Joseph Rodrigues, Luis Fróes, Luis Miguel, Luis Miguel Correia, Manoel da Costa Espadrilha, Manoel da Costa Ribeiro, Manoel de Albuquerque, Manoel de Albuquerque e Aguilar, Manoel de Matos, Manoel de Mattos Dias, Manuel Dias, Manoel Dias de Carvalho, Manuel do Valle, Manuel Fróes, Manoel Gomes, Manoel Gomes de Carvalho, Manoel Gomes Neves, Manoel Gomes Nunes, Manuel Mendes, Manuel Nunes, Manuel Nunes da Paz, Manuel Nunes de Almeida, Manuel Nunes Sanches, Manoel Roiz Ribeiro, Marco Mendes, Maria Nunes, Miguel Nunes de Miranda, Os Ramirez, Padre Sebastião Roiz Benevides, Thomaz Rodrigues do Valle.

Em Paranapanema: Manoel Afonso, Miguel Joseph ou Joseph Miguel.

Em Pitangui: Antonio da Gamboa ou Antonio Pereira da Cunha, Antonio Rodrigues, Antonio Rodrigues Casado, Antonio Roiz Cardoso, Antonio Roiz Nogueira, Bernardo Campos Bicudo, Gaspar Henriques, João de Mattos, José Campos Bicudo, Michael da Cruz, Miguel da Silveira.

Em Ribeiro do Carmo (Mariana): Antonio de Almeida de Sá, Antonio de Sá, Antonio Ferreira Pacheco, Antonio José Gonçalves, Antonio José Ribeiro ou José Peixoto Sampaio, Antonio Lopes, Antonio Pacheco, Bento Ferraz, Daniel de Miranda, David de Miranda, Diogo Dias, Diogo Dias Fernandes, Diogo Fernandes, Diogo Fernandes Camacho, Diogo Ferreira Camacho, Diogo, Diogo Nunes Henriques, Diogo Roiz Fernandes, Diogo Roiz Sanches, Duarte Pereira, Feliciano da Fonseca, Fernando Gomes Nunes, Francisco da Fonseca, Francisco de Lucena Montarroio, Francisco Fernandes, Francisco Fernando Camacho, Francisco Ferreira, Francisco Ferreira Isidro, Francisco Nunes de Miranda, Francisco Pereira Chaves, Frutuoso Mendes, Henrique Froes, Ignácio Cardoso, João Antonio Roiz, João Carlos, João da Cruz de Miranda, João de Mattos Henriques, João de Moraes Montezinhos, João Lopes, Joao Nunes de Lara, João Ruiz de Mesquita, João Sanches Mayoral, José da Cruz, José da Cruz Henriques, José Henriques, José Miguel ou Miguel José, José Nunes, José Rodrigues Pinto, Joseph da Cruz, Joseph da Cruz Henriques, Joseph Nunes, Luis Mendes, Luiz Fróis, Luiz Henriques, Luiz Mendes de Sá, Luiz Vaz, Luiz Vaz de Oliveira, Manoel da Costa Espadrilha, Manoel de Mattos, Manoel Nunes, Manoel Nunes de Almeida, Manoel Pereira da Cunha, Maria de Miranda, Maria Henriques, Miguel da Cunha ou João Batista, Miguel Henriques, Violante Rodrigues Miranda.

Em Rio das Mortes: Agostinho José de Azevedo, Antonio do Vale, Antonio José de Azevedo, Antonio Machado Coelho, Antonio Pereira de Araújo, Bartolomeu Roiz, Bernardo Ferro, Diogo de Ávila, Francisco, Francisco Nunes de Miranda, Francisco Roiz, Garcia Rodrigues Paes, Izabel Bernar, João Nunes de Lara, João Nunes Vizeu, João Roiz, João Roiz da Costa, José Roiz de Oliveira, Luiz Antonio, Manoel Fróes de Lara, Manoel Furtado Oróbio, Marco Mendes, Marcos Mendes Sanches, Miguel Teles da Costa, Pedro Miranda, Sebastião Nunes Alves.

Em Sabará: Agostinho Joseph, Antonio Álvares Purga, Antonio da Silva, Antonio de Almeida Sá, Antonio Ferreira Pacheco, Antonio José Ribeiro ou José Peixoto Sampaio, Daniel de Miranda, David de Miranda, David Mendes da Silva, Diogo Dias, Diogo Dias Correia, Diogo Fernandes, Diogo Fernandes Camacho, Diogo Nunes Henriques, Diogo Roiz Sanches, Feliciano da Fonseca, Francisco de Lucena Montarroio, Francisco Ferreira, Francisco Ferreira Isidoro, Francisco Gomes Nunes, Frutuoso Mendes, Henrique Fróes, Ignácio Cardoso, João Antonio Roiz, João Carlos, João da Cruz, João da Cruz de Miranda, João de Matos, João de Matos Henriques, João Lopes, João Sanches Mayoral, José da Cruz, José da Cruz Henriques, José Henriques, José Miguel ou Miguel José, José Nunes, José Rodrigues Pinto, Joseph da Cruz, Joseph Nunes, Luiz Frois, Luiz Henriques, Luiz Mendes de Sá, Luiz Vaz, Manuel, Manuel da Costa Espadrilha, Manuel Nunes de Almeida, Miguel da Cunha, Miguel Henriques, Thomaz Brito Ferreira, Salvador da Costa.

Em São Caetano: Antonio Rodrigues.

Em São Jerônimo: Salvador Rodrigues de Faria.

Em Serro Frio: Antonio da Cunha, Antonio de Medanha Sotomaior, Antonio de Sá, Antonio de Sá de Almeida, Antonio Fernandes, Antonio Fernandes Pereira, Antonio Ribeiro Furtado, David Mendes, David Mendes da Silva, Diogo da Cunha, Feliciano da Fonseca, Fernando Gomes Nunes, Francisco da Costa Pereira, Francisco Fernandes Camacho, Francisco Ferreira, Gregório da Silva, Isabel de Moraes, João da Cunha, João Henriques, João Lopes de Mesquita, José Nunes, José Rodrigues, Luis, Luis Mendes de Sá, Manoel de Mello, Manoel de Moura Fogaça, Manoel Ferreira, Manoel Lopes Pereira, Manoel Pereira da Cunha, Manoel de Melo, Martinho da Cunha, Miguel da Cunha, Salvador Paes Barreto.

Em Sumidouro: Henrique de Fróis.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Difamações contra Israel

Os inimigos de Israel sempre inventam as mentiras mais absurdas contra nossa amada nação.

Desta vez eles lançaram o documentário "The Ringworm Children", onde sugerem uma tentativa de extermínio de crianças sefardis pelo governo de Israel.

A mentira:

Segundo o documentário "The Ringworm Children" veiculado na TV de Israel, em 2007, o Diretor-Geral do Ministério de Saúde de Israel retornou dos Estados Unidos, em 1951, com 7 máquinas de raio-X que foram usadas em experimentos radioativos, tendo como cobaias humanas 100.000 CRIANÇAS judias sefarditas.

Na cabeça de cada uma destas crianças foi aplicado uma dose de raios-X 35.000 vezes superior à dose máxima permitida.

Em troca destes "experimentos" o governo americano que havia sido proibido por lei de fazer experimentos radioativos em prisioneiros e doentes mentais pagou a Israel bilhões de dólares, o equivalente a mais de 5 vezes o orçamento inteiro do Ministério Da Saúde israelense.

Entre os membros do governo de Israel da época, e que sabiam dos termos desta ajuda "tecnológica", estavam:

Primeiro Ministro - David Ben Gurion
Ministro da Saúde - Yosef Burg
Ministra do Trabalho - Golda Meir
Ministro da Justiça - Amos Ben Gurion
Diretor Geral do Ministério da Defesa - Shimon Peres

6.000 dessas crianças morreram logo após receberem estas altíssimas doses de radiação, enquanto a maioria dos sobreviventes desenvolveu diversos tipos de cancêres, além de epilepsia, mal de alzheimer, psicoses e dores crônicas.

Como as partes genitais destas crianças não eram protegidas da radiação, uma alteração genética foi transmitida às gerações seguintes, com a reaparição destas mesmas doenças em seus descendentes.

Como forma de proteger os asquenazis e garantir que estes sejam maioria na população de Israel, somente crianças sefarditas eram utilizadas nestes "experimentos".

Esta geração de envenenados tornou-se uma classe eternamente vinculada à pobreza e ao crime, em Israel.

A verdade:

Pelo que eu apurei, a maior parte das crianças, filhos de imigrantes judeus do norte da África (sefardis), vindos principalmente do Marrocos, chegaram a Israel infeccionados por um microbio conhecido como "tinea capitis" (ringworm), uma espécie de impinge, tipo de micose que causa feridas purulentas em forma de anel na cabeça das crianças.























Medidas rápidas precisaram ser tomadas como forma de tratar tal infecção e impedir que esta contaminasse outras crianças. O Ministério da Saúde de Israel usou Raio-X aplicado diretamente na cabeça das crianças. O que houve depois foram efeitos colaterais indesejáveis. Obviamente se soubessem da gravidade de tais efeitos, jamais teriam aplicado o Raio-X que só foi usado até descobrirem a eficácia de um medicamento fungicida chamado Griseofulvin para o tratamento do ringworm.

Fontes:
(em portugues)
http://pundamalaya.blogspot.com/2008/01/wingworn-children-as.html
(em ingles)
http://portland.indymedia.org/en/2004/08/295000.shtml

http://en.wikipedia.org/wiki/Ringworm_affair