sábado, 14 de julho de 2012
Em todo Brasil 107.331 pessoas se declaram judeus numa população de quase 191 milhões de habitantes segundo o censo demográfico IBGE/2010. Isso representa apenas 0,056% da população brasileira, ou seja: 5,627 judeus pra cada 10 mil habitantes.
Só por curiosidade fiz essa lista com o número de pessoas identificadas como judeus em cada Região, Estado, Capitais e algumas Cidades do interior.
O número que aparece entre parentes se refere a densidade de judeus para cada 10 mil habitantes. Por exemplo, em Fortaleza/CE, 247 pessoas se identificaram como judeus numa população de 2.452.185 habitantes, então: 247 / 2.452.185 X 10.000 = 1,007. Número mais fácil de visualizar que 0,01% em termos percentuais.
Porém, nem todos os que se identificam como judeus pertencem realmente à comunidade judaica. Alguns são "bnei anoussim" (marranos) em fase de reintegração à religião judaica através do retorno/conversão formal. Outros se definem como Caraítas e muitos outros pertencem a certas seitas cristãs conhecidas genericamente como "messiânicos". Entre elas destaca-se a "Congregação Israelita da Nova Aliança - CINA", originária da "Igreja de Deus do 7 Dia" de Curitiba/PR, grupo que vem crescendo devido ao forte proselitismo na Internet e TV via Satélite para todo Brasil. Isso causa distorções, por exemplo a pequena Juruena/MT, com pouco mais de 11 mil habitantes, possui uma das maiores densidades de pessoas que se declaram judeus no Brasil. Proporcionalmente quase o dobro de grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. O mesmo ocorre em S. João do Rio do Peixe/PB e outras cidades brasileiras.
Por isso, em lugares que identifiquei uma expressiva presença desse movimento religioso assinalei com asterisco *.
No final segue os links do IBGE pra quem quiser conferir:
NORDESTE: 7.326
Paraíba: 626
-João Pessoa, 264 (3,649)
-Campina Grande, 120 (3,115)
-São João do Rio Do Peixe, 75 (41,206)*
-Patos, 33 (3,278)
-Juru, 26 (26,460)
-Tavares, 13 (9,218)
-Soledade, 15 (10,919)
-Juazeirinho, 14 (8,345)
-Princesa Isabel, 11 (5,168)
-Catolé do Rocha, 11 (3,828)
-Coxixola, 6 (33,879)
-Sumé, 5 (3,113)
-S. João do Cariri, 2
Pernambuco: 2.408
-Recife, 1286 (8,363)
-Jaboatão, 423 (6,562)
-Olinda, 46 (1,218)
-Belo Jardim, 35 (4,832)*
-Paulista, 29 (0,965)
-Petrolina, 140 (4,762)
-Caruaru, 191 (6,065)
-Vitoria de S. Antão, 52 (4,001)
Rio Grande do Norte: 320
-Natal, 266 (3,310)
-Mossoró, 25 (0,922)
-Tibau, 8 (21,699)*
Ceará: 580
-Fortaleza, 247 (1,007)*
-Juazeiro do Norte, 10 (0,400)
-Ipueiras, 22 (5,816)
Alagoas: 309
-Maceió: 251 (2,691)
Sergipe: 184
-Aracaju, 105 (1,838)*
Maranhão: 368
-S. Luís ()
-Balsas, 48 (5,746)*
-Governador Nunes Freire, 39 (19,291)*
-Satubinha, 21 (17,516)*
-Esperantinópolis, 7 (3,797)*
Piauí: 229
-Teresina, 175 (2,149)
Bahia: 2.302
-Salvador, 1.010 (3,775)
-Ilhéus, 174 (9,444)
-Itabuna 132 (6.449)
-Vitória da Conquista, 68
-Feira de Santana, 41
-Juazeiro, 39
-Senhor do Bonfim, 12 (1,612)
REGIÃO NORTE: 4.426
Pará: 1.971
-Belém, 1.346 (9,660)
-Ananindeua, 116 (2,458)
-Santarém, 93 (3,157)
-Uruará, 65 (14,512)
-Cachoeira do Piriá, 55 (20,767)
-Marabá, 55 (2,354)
-Maracanã, 47 (16,563)
-Cametá, 29 (2,399)
-Colares, 29 (25,481)
-Terra Santa, 28 (16,520)
-Alenquer, 24 (4,560)
-Jacundá, 22 (4,283)
-Redenção, 12 (1,588)
-Paragominas, 12 (1,227)
-Itupiranga, 11 (2,148)
-Vigia, 9 (1,879)
-Bannach, 3 (8,744)
-Sapucaia, 2 (5,620)
Amazonas: 1.696
-Manaus, 1.183 (6,565)
Acre: 59
-Rio Branco, 59 (1,756)
Amapá: 217
-Macapá, 217 (5,450)
Rondônia: 166
-Porto Velho, 77 (1,797)
-Ji-Paraná, 23 (1,974)*
-Colorado do Oeste, 10 (5,379)*
Roraima: 154
-Boa Vista, 92 (3,236)
-Bonfim, 39 (35,639)
-Caracaraí, 20 (10,871)
Tocantins: 163
-Palmas, 23 (1,007)
-Gurupi, 45 (5,863)
-Araguaína, 21 (1,395)
REGIÃO SUDESTE: 79.910
São Paulo: 51.050
-Capital, 43.610 (38,752)
Rio de Janeiro: 24.451
-Capital, 21.800 (34,491)
Minas Gerais: 3.509
-Belo Horizonte, 1.384 (5,827)
-Governador Valadares, 209 (7,926)*
-Uberaba, 95 (3,210)*
-Passos, 35 (3,293)*
-Uberlândia, 14 (0,232)
-Pedro Leopoldo, 8 (1,362)
Espírito Santo, 900
-Vitória, 268 (8,176)
-Vila Velha, 123 (2,967)
-Colatina, 22 (1,968)
REGIÃO CENTRO-OESTE: 2.706
Distrito Federal
-Brasília, 1.103 (4,292)
Goiás: 813
-Goiânia, 234 (1,797)
Mato Grosso: 374
-Cuiabá, 16 (0,290)
-Chapada dos Guimarães, 97 (54,430)
-Rondonópolis, 64 (3,274)
-Várzea Grande, 33 (1,306)
-Juruena, 79 (70,529)*
Mato Grosso do Sul: 416
-Campo Grande, 136 (1,728)
-Corumbá, 118 (11,379)
-Dourados, 37 (1,887)
-Aquidauana, 29 (6,358)
-Ponta Porã, 26 (3,339)
REGIÃO SUL: 12.963
Paraná: 4.122
-Curitiba, 3184 (18,174)
-São José dos Pinhais, 74 (2,801)
-Ponta Grossa, 69 (2,214)*
-Foz do Iguaçu, 42 (1,640)
-Prudentópolis, 50 (10,248)*
-Carlópolis, 22 (16,051)*
-Maringá, 9 (0,252)
Santa Catarina: 1.036
-Florianópolis, 350 (8,309)
-Balneário Camboriú, 47 (4,348)*
-Araranguá, 71 (11,580)*
-Joinville, 209 (4,056)*
-Sombrio, 52 (19,539)*
-Criciúma, 23 (1,196)*
-Navegantes, 17 (4,232)*
-Blumenau, 14 (0,453)
Rio Grande do Sul: 7.805
-Porto Alegre, 6.658 (47,241)
-Caxias do Sul, 112 (2,571)
-Canoas, 81 (2,501)
-Pelotas, 55 (1,675)
-Santa Maria, 85 (3,180)
Fontes:
Cidades: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1
Estados: http://www.ibge.gov.br/estadosat/
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Cristóvão Colombo, um Judeu Marrano
Todo mundo conhece a história de Colombo. Ele era um explorador italiano de Gênova que partiu em 1492 para enriquecer os monarcas espanhóis com o ouro e especiarias do oriente. Porém não é bem assim.
Por muito tempo os estudiosos ignoraram a grande paixão de Colombo: a busca para libertar Jerusalém dos muçulmanos.
Durante a vida de Colombo, os judeus tornaram-se alvo de perseguições religiosas fanáticas. Em 31 de março de 1492 o rei Fernando ea rainha Isabel proclamaram que todos os judeus deveriam ser expulsos da Espanha. O edito visava os 800.000 judeus que não haviam se convertido, e deu-lhes quatro meses para fazerem as malas e saírem.
Dezenas de milhares de marranos foram torturados pela Inquisição espanhola. Eles foram pressionados a informar nomes de amigos e parentes, que foram exibidos às multidões, amarrados a estacas e queimados vivos. Suas terras e bens pessoais foram, então, divididos entre a igreja e a coroa.
Recentemente, uma série de estudiosos espanhóis, como José Erugo, Celso Garcia de La Riega, Sanchez Otero e Nicholas Dias Perez, chegaram à conclusão que Colombo era um marrano, cuja sobrevivência dependia de esconder todas as evidências da sua origem judaica diante da brutal e sistemática limpeza étnica.
Colombo, que era conhecido na Espanha como Cristóbal Colón e não falava o italiano, assinou o seu testamento no dia 19 de maio de 1506, e fez cinco curiosas - e reveladoras - disposições. Dois dos seus desejos - o dízimo um décimo da sua renda para os pobres e pagar um dote anônimo para as noivas pobres - fazem parte dos costumes judaicos. Ele também determinou que fundos fossem dados a um judeu que vivia junto ao portão de entrada do Bairro Judaico de Lisboa.
Neste documento, Colombo usou uma assinatura triangular de pontos e letras que se pareciam com inscrições encontradas em túmulos nos cemitérios judeus na Espanha. Ele ordenou a seus herdeiros para usarem a assinatura, em perpetuidade.
Estudiosos apontam para a data em que Colombo partiu como mais uma evidência dos seus verdadeiros motivos. Ele inicialmente estava programado para partir no dia 2 de agosto de 1492, que coincidia com o feriado judaico de TishB'Av, que marca a destruição dos Primeiro e Segundo Templos Sagrados de Jerusalém. Columbus adiou esta data por um dia, para evitar embarcar no feriado, o que teria sido considerado pelos judeus como um dia de azar para zarpar. (Coincidentemente ou significativamente, foi a mesma data que foi estabelecida para que os judeus, por lei, se convertessem, saíssem da Espanha ou serem mortos).
A viagem de Colombo não era como comumente se acredita, financiada pela rainha Isabella, mas sim por dois conversos judeus e um proeminente judeu. Louis de Santangel e Gabriel Sanchez adiantaram um empréstimo sem juros de 17.000 ducados dos seus próprios bolsos para ajudarem pagar a viagem, assim como Don Isaac Abravanel, rabino e estadista judeu.
Na verdade, as duas primeiras cartas que Colombo enviou na sua viagem não eram para Fernando e Isabel, mas para Santangel e Sanchez, agradecendo-lhes pelo seu apoio e dizer-lhes o que ele havia descoberto.
As provas parecem confirmar um quadro muito mais complicado do homem para quem os EUA comemoram com um feriado nacional e deu nome à sua capital.
Enquanto testemunhamos o derramamento de sangue em todo o mundo em nome da liberdade religiosa, é importante se ter outro olhar para o homem que navegou os mares em busca de tais liberdades –desembarcando em um lugar que iria se realizar esse ideal, nos seus fundamentos mais importantes.
Fonte: http://www.ruajudaica.com/
domingo, 18 de março de 2012
A Assinatura Cabalística do Judeu Sefaradi
-Por Jane Bichmacher de Glasman*
Em 12 de outubro de 1492 a América foi descoberta pelo genovês Cristóvão Colombo. A frase, ponta da língua desde a nossa infância, pode ser uma sucessão de erros. Pesquisas recentes revelam que o continente americano já havia recebido visitantes (de fenícios a chineses), que Colombo não era italiano... e que sequer seu nome era esse!
O ano de 1492 é divisor de águas na história em geral e na judaica, em particular. A ida às Américas "coincide" com a expulsão dos judeus da Espanha. A polêmica começa na proximidade das datas destes dois eventos muito relevantes (sua frota zarpou 2 dias após o prazo estabelecido pelos monarcas para os judeus abandonarem o reino). A discussão esquenta com o historiador Mascarenhas Barreto, em “O Português Cristóvão Colombo, Agente Secreto do Rei Dom João II”, afirmando que o descobridor era português e judeu.
Colombo conhecia as línguas clássicas (mantinha um diário em latim e outro em grego) e o hebraico; não escrevia italiano, mas um “portunhol”. Dominava o Antigo Testamento, além de escrever em um estilo bíblico. Um cristão da sua época, não teria este conhecimento específico. Em uma de suas cartas ele ainda escrevia as iniciais de Baruch Hashem, B’’H (como eu mesma faço em todos os meus escritos, devido à minha formação religiosa).
Vivia em meios judaicos, tinha muitos amigos e mestres judeus. A navegação era ensinada em academias judaicas, e os primeiros navegadores foram judeus e árabes. A viagem de Colombo foi patrocinada por judeus - e não pelo ouro dos monarcas, como se diz. Sabe-se que com Colombo viajaram muitos cristãos novos. Segundo Oscar Villar Serrano no livro "Cristóbal Colón: el secreto mejor guardado" na correspondência que mantiveram Colombo e seu filho Fernando há muitas provas de sua origem. As cartas eram fechadas com letras em hebraico e as despedidas, uma benção judaica. Recomendava ao filho que diante das pessoas se comportasse como mandava a lei canônica, "mas entre nós, temos que conservar nossos costumes" (sic).
O irmão de Cristóvão Colombo foi queimado em Valência em 1493 por ser judeu e, curiosamente, foi a própria Igreja que propôs canonizar o descobridor pelo fato de ter cristianizado os indígenas de América, mas desistiu ao saber que ele era judeu.
Cristóvão Colombo seria Salvador Fernandes Zarco, que existiu de fato, nobre ilegítimo natural da vila alentejana de Cuba em Portugal, neto de João Gonçalves Zarco, navegador português de ascendência judaica - o que justifica os nomes com que ele batizou ilhas (São Salvador e Cuba).
Decifrando a misteriosa assinatura críptica de 27 sinais com que Colombo sempre escreveu seu nome, Barreto acredita ter desvendado a cabala judaica do nome e da identidade do navegador. Para isso, o pesquisador utilizou o método da leitura espelhada, na qual o ponto e a vírgula podem significar, em espanhol antigo, Colon, e em Hebraico, Zarco.
Colombo é uma forma latinizada do seu apelido. Na sua assinatura hierática lê-se Xpo ferens além de siglas que originaram interpretações variadas, mais convencionais ou mais esotéricas. Colombo seria até um nome errado, pois nas suas assinaturas aparece o símbolo ":" ("colon" em muitas línguas, como o castelhano e o inglês), que justifica o seu nome em castelhano: "Colón". Ele nunca assinou Colombo...
Para Mascarenhas Barreto a decifração em latim é: Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt que significa: Fernando, duque de Beja e Isabel Sciarra da Câmara são os meus pais de Cuba.
A assinatura dele era contraditória, isto é, possuía mensagens católicas, em latim e mensagens em hebraico, comenta José Rodrigues dos Santos, autor de Codex 632.
Lemos S S A S X M Y e Cristóferens, Cristóvão em grego.
Podemos ler como Sanctus Sanctus Sanctissimus Sanctus, e do meio para cima: XS = Cristo; MAS= Messias; YS = Jesus. O que seria uma assinatura bem católica normal.
Podemos, todavia, ler uma assinatura hebraica “escondida” na mesma: Shaday, Shaday, Adonay, Shaday Shemah (nome /atributos de D’us e profissão da fé judaica).
Também podemos ler XMY como shemi= meu nome, em hebraico. Lendo-se da esquerda para direita, como em hebraico, YMX = Ymax (lê-se imár) = seja apagado. YMX XMY= Ymach Shemi= que meu nome seja apagado? Que nome? Lê-se na linha de baixo: Xpoferens, que vem de Cristo e nenhum judeu se chama Cristo.
Então ele estaria renegando seu nome! E mais: usando o sistema de inversão XMY torna-se XWY formando YXW = Yeshu, forma como os judeus chamavam Jesus (para diferenciar do nome próprio Yeshua), Ymah Shmo Wezichró (que seja apagado seu nome e sua memória).
Desta forma, através de sua assinatura, Colombo renega sua origem católica e revela sua origem judaica...
Publicado em Visão Judaica 51, outubro de 2006 e Jornal ALEF - 14/10/2007 - Edição 1.093
*Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica, professora adjunta, fundadora e ex-coordenadora do Setor de Hebraico da UERJ, do Programa de Estudos Judaicos da UERJ e do Setor de Hebraico UFRJ (aposentada), escritora tos, autor de Codex 632.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Berachot - As Bênçãos sobre Alimentos
| Por que uma bênção? Antes de ingerir qualquer alimento devemos pronunciar uma bênção. Através deste ato demonstramos reconhecer que D-us criou todo o universo e que Ele é a fonte da vida e da existência. Segundo nossos sábios, esta é uma forma de pedir “permissão a D-us” para ter proveito do Seu mundo. No judaísmo até um ato físico pode ser uma forma de se espiritualizar, se realizado com a intenção adequada. Depois de comer agradecemos a D-us por nos ter proporcionado a alimentação, recitando as “Brachót Acharonót”, ou “bênçãos finais”. |
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| 1. | Netilat Yadáyim |
| Ablusão (lavagem ritual) das mãos. Ao comer qualquer alimento e recitar sua respectiva benção primeiro deve-se banhar as mãos, vertendo água de uma caneca ou copo três vezes consecutivas sobre cada uma, até o pulso, iniciando pela mão direita (o canhoto inicia pela mão esquerda). Antes de enxugar as mãos, esfrega-se levemente uma na outra. A bênção é recitada com as mãos erguidas juntas, enxugando-as em seguida: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al netilat yadáyim Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo,que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou sobre a ablução das mão |
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| 2. | Hamôtsi |
| Antes de comer pão, “Matsá”, pita ou pizza (feitos à base de um dos cinco cereais – trigo, cevada, centeio, aveia ou espelta) recitamos a bênção de "Hamotzí" (mas se a base da massa tiver sido feita com algum outro líquido que não água, vide “3. Mezonót”).
Considerando que já foi a lavagem riatual das mãos em seguida e sem interrupções, é recitada a bênção do pão:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, hamôtsi lêchem min haárets. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que faz sair pão da terra Alimentos ingeridos com pão
A bênção do pão isenta a pessoa de recitar todas as
outras bênçãos anteriores aos alimentos. Caso for fazer o Kidush sobre o vinho o recepiente com o pão deve estar coberto.
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| 3. | Mezonót |
| Antes de ingerir produtos à base de um dos cereais mas que não seja pão (como bolo, torta, macarrão, biscoitos etc.) recita-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê minê mezonot
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria diversas espécies de alimentos.
Se a base da massa tiver sido misturada a um suco de frutas em lugar de água, esse pão é considerado “pão Mezonót”. |
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| 4. | Hagáfen |
| O vinho tem um significado especial no judaísmo,
e assim mereceu uma bênção exclusiva. Antes de tomar vinho ou suco de
uva natural, recita-se: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri hagáfen. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da vinha. |
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| 5. | Haets |
| Antes de ingerir uma fruta que nasce em árvore recita-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri haets.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore Antes de ingerir frutas que nascem em árvores que não renovam seus galhos (caso da banana) ou que crescem muito próximas ao solo (caso do morango e melão) recita-se: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri haadamá. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo que cria o fruto da terra |
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| 6. | Haadamá |
| Antes de ingerir legumes, verduras, hortaliças ou frutas que nascem na terra recita-se: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, borê peri haadamá. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo que cria o fruto da terra |
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| 7. | Shehakol |
| Antes de ingerir um alimento não incluído nas
categorias acima, como chocolate, bala, pipoca, sorvete, cogumelo,
queijo, ovo, peixe, carne etc. ou antes de beber qualquer líquido (fora
vinho ou suco de uva), recita-se: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehacol nihyá bidvarô. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que tudo vem a existir por Seu verbo. |
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| 8. | Bircat Hamazon |
Bênção após as refeições - Bircat Hamazon A Torá ordena: "Abençoe D-us após comer e sentir-se satisfeito" (Deuteronômio 8:10). Em adição às “bênçãos anteriores” que foram instituídas por nossos sábios, a Torá nos ordena agradecer ao Todo Poderoso e abençoá-Lo após comer pão e concluir uma refeição, expressando assim nossa gratidão a Quem “alimenta o mundo inteiro com Sua bondade, com graça, com benevolência e com compaixão" (excerto do "Bircát Hamazón"). O “Bircát Hamazón” consiste de quatro bênçãos primárias. A primeira (bênção “Hazán”) foi composta por Moisés no deserto quando o Maná caiu do céu; a segunda (bênção “Al Haáretz Veál Hamazón” foi redigida por Josué quando os filhos de Israel comeram os frutos da primeira colheita após entrar na Terra Santa; a terceira (bênção pela reconstrução de “Yerushalayim”) pelos reis David e Salomão, e a quarta (bênção “Àquele que é bom e faz o bem”) por nossos sábios nos tempos da “Mishná”. O "Bircát Hamazón" só deve ser pronunciado após uma refeição que incluiu pão, e sua recitação abrange todos os alimentos ingeridos durante a refeição. |
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| 9. | Al Hamichiyá |
Bênção após as refeições - Al Hamichiyá
A seguinte bênção possui três versões, e é recitada após terem sido ingeridos:
1) Alimentos feitos com qualquer um dos cinco tipos de cereais — trigo, cevada, centeio, aveia ou espelta (exceto os que se enquadram no “Bircát Hamazón”) – versão “Al Hamichiyá”; 2) Vinho e/ou suco de uva natural – versão “Al Haguéfen”; 3) Frutos de qualquer uma das cinco espécies pelas quais a Terra de Israel é louvada – azeitona, tâmara, uva, figo ou romã – versão “Al Haêtz”. Caso estes alimentos tenham sido ingeridos com pão, o “Bircát Hamazón” isenta a recitação desta bênção. Mas atenção: só é preciso recitar a “bênção posterior a alimentos” após uma ingestão mínima de 1 “Kezáyit” (28,8 g) de alimento sólido ou de 1 “Reviít” (86 ml) de líquido. |
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| 10. | Borê Nefashót |
Bênção após as refeições – Borê Nefashót
A seguinte bênção deve ser recitada após ingerir
frutos, verduras, legumes ou quaisquer alimentos ou bebidas em geral
(exceto aqueles incluídos nas bênçãos logo acima, "Al Hamichiyá" ou "Bircát Hámazón"). Caso estes alimentos tenham sido ingeridos com pão, o “Bircát Hamazón” isenta a recitação desta bênção:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê nefashot rabot vechesronan, al col ma shebaráta, lehachayot bahêm nêfesh col chai. Baruch chê haolamim. Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, Criador de inúmeros seres vivos e suas necessidades, por todas as coisas que criastes para sustentar a alma de cada ser vivo. Bendito O que provê Vida aos mundos.
Fonte: http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/602895/jewish/Berachot.htm
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
EUFORIA DOMINA ISRAEL COM NOTICIA DA IMINENTE LIBERTAÇÃO DO SOLDADO SEQUESTRADO GILAD SHALIT - B'H
PRESIDENTE SHIMON PERES RECEBEU OS PAIS DE SHALIT
A FAMILIA SHALIT SAI DA TENDA ARMADA E VOLTA PARA CASA
- BIBI NETANIAHU ENTRA PARA A HISTORIA DE ISRAEL COMO O LIBERTADOR DE GILAD SHALIT
- A LISTA DOS PRISIONEIROS PALESTINOS SERÁ REVELADA NO DOMINGO
- SHIMON PERES APLAUDE ESFORÇOS DE ERDOGAN DA TURQUIA EM PRÓL DA LIBERTAÇÃO DE SHALIT
- HAMAS AVALIA A TROCA DE PRISIONEIROS COMO SUA VITÓRIA SOBRE MAHMOUD ABBAS DO FATAH
- GOVERNO ISRAELENSE RESOLVEU CASO SHALIT E A PRIORIDADE AGORA É A AMEAÇA DO IRÃ
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Falecimento do Querido Amigo Sagiv Simona
Israelense é morto com 5 tiros na Rogaciano Leite
Fonte: O POVO Online/OPOVO/Fortaleza
O israelense foi executado enquanto dirigia seu carro na avenida Rogaciano Leite. Foram pelo menos cinco tiros. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios
O israelense Sagiv Simona, 35, estava sozinho em seu carro, esperando o sinal abrir, na avenida Rogaciano Leite. Nem imaginava que, no veículo ao lado, estavam seus executores. Foram pelo menos cinco tiros, disparados de dentro do carro. Sagiv ainda tentou escapar dos bandidos, mas foi atingido na cabeça.
O atentado foi no início da tarde de ontem. A vítima teve morte cerebral confirmada ao receber atendimento médico no Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro. “Ele era uma pessoa tranquila. Tinha problema com ninguém. Não dá para entender o que aconteceu”, diz o amigo Eleonardo Almeida.
Sagiv morava há dois anos em Fortaleza. Era casado com uma cearense e tinha três filhos. “Ele trabalhava com revenda de carros. Nesse ramo, você acaba fazendo inimizades”, comenta o delegado Franco Pinheiro, diretor-adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Na próxima segunda-feira, o delegado vai ouvir testemunhas e familiares para tentar desvendar o caso. “Não há nada registrado contra o israelense (na Polícia). O crime ainda é um mistério”, pondera. Segundo testemunhas, o carro usado na execução foi um Gol prata. “Disseram que tinham duas pessoas no veículo.”
A abordagem foi no semáforo próximo à Câmara Municipal de Fortaleza, no bairro Luciano Cavalcante. O empresário estava em um Honda Accord. Após os primeiros tiros, ele ainda tentou fugir, mas, ao ser atingido, perdeu o controle da direção e bateu em um poste.
“Tinham cinco marcas de tiro no vidro do carro”, informa o diretor-adjunto da Divisão de Homicídios. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) ainda vai identificar a arma usada no crime. “Tudo indica que foi um revólver.”
Doação de órgãos
De acordo com a assessoria de imprensa do IJF, a família do israelense autorizou a doação de órgãos. Mas, como houve parada cardíaca, apenas as córneas serão aproveitadas.O empresário era membro da Sociedade Israelita Cearense. No ano passado, ele organizou o I Congresso Nacional de Bnei Anussim. Os bnei anussim, ou anoussitas, como se denominam, são os descendentes de judeus perseguidos no período da Inquisição.
“Estamos vendo como fazer para levar o corpo dele até Israel. Ele tem que ser sepultado lá, em cemitério judeu”, diz Eleonardo Almeida, amigo da vítima. Sagiv nasceu em Ramle, cidade de Israel onde se tornaram comuns conflitos entre israelenses e palestinos da Faixa de Gaza.
ENTENDA A NOTÍCIAO israelense estava morando há dois anos em Fortaleza. Ele era casado com uma cearense e tinha três filhos. Trabalhava com venda de veículos. Em 2010, organizou o primeiro Congresso Brasileiro de Anoussistas, que são os descendentes de judeus perseguidos na Inquisição.
SAIBA MAIS
O POVO chegou ao Instituto Doutor José Frota (IJF) no momento em que a família saía do hospital. A mulher - a cearense Patrícia Simona - estava muito abalada.
A Polícia vai analisar as imagens gravadas pelo Controle de Tráfego em Áreas de Fortaleza (CTAFor) para tentar identificar o veículo usado no crime.
A esposa de Sagiv é filha de cearenses judeus.
Link da notícia: http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/04/21/noticiafortalezajornal,2133791/israelense-e-morto-com-5-tiros-na-rogaciano-leite.shtml
domingo, 27 de março de 2011
Caça aos falsos judeus e falsos convertidos!
O Rabino Chefe sefardita Shlomo Amar recebeu da uma organização anti-missionária, lista de mais de 60 missionários que estavam em processo de conversão ao judaísmo ou que o tinham concluído com o único objetivo de se infiltrarem junto a comunidades observantes da Torá.
A lista inclui os nomes, endereços e números de identificação dos missionários que esconderam a sua verdadeira fé e objetivo. Muitos deles terminaram um longo processo de conversão, incluindo uma série de testes, e alguns receberam certificados de conversão, se proclamando judeus, apesar de suas crenças ocultas e verdadeiro intento.
Com a ajuda do certificado, alguns conseguiram se infiltrar em algumas comunidades Haredi, Chabadnekin e ganharam aceitação em escolas religiosas.
Os tribunais religiosos de Israel que julgaram as conversões não poderiam ter imaginado que esses aparentemente inocentes conversos pertenciam a seitas messiânicas e esperavam com isto pregar a sua doutrina “terrorista” entre os judeus.
Rav Amar ficou chocado com os fatos que lhe foram apresentados e saudou o plano apresentado pelo rabino Lipshitz para pôr termo aos missionários aproveitando os tribunais religiosos.
Rav Lipshitz apresentou uma lista de 17 questões específicas que devem ser colocadas a todos que procuram converter-se. Todas as questões exigem uma resposta sim ou não. Ele explicou que de acordo com as crenças dos missionários, é proibido negar uma pergunta em relação à sua fé, e se o missionário mentir, e no futuro descobrir-se que se tratava de um messiânico, sua conversão não foi sincera e poderá ser cassada, inclusive para fins de imigração e de benefícios juntos ao Estado de Israel, pois neste caso, explicou o rabino, não se trata de questão espiritual, que é irrevogável, e sim de política, já que o falso converso é um messit.
“Você precisa saber exatamente o que pedir e como, de uma forma que não deixe margem para dúvidas”, disse ele.
Um exemplo notório já denunciado pela internet é do missionário cristão Davi André Farias de Meneses, mais conhecido como pastor Davi Meneses auto-denominado David Ben Avraham, falso judeu (יהודי שווא), líder de uma congregação messiânica denominada "beit teshuvá" e presidente da associação "amigos da Torá". Ele realizou uma falsa conversão nos EUA e agora se apresenta como "judeu reformista". Neste caso suspeita-se que até mesmo o Beit Din seria falso!
A organização anti-missionária Israel Livre instituiu um curso, também aprovado pelo Rabinato Chefe, que visa preparar os julgadores do Beit Din Hagadol para enfrentar a perspicácia dos “judeus messiânicos”. “Novos inimigos exigem novas estratégias”, declarou o rabino.
O questionário foi imediatamente adotado pelo Rav Amar, que é também o nassi do Beit Din Hagadol.
© Artigo traduzido e adaptado para o português brasileiro por Antonio Segal para Judeus.org com autorização de www.yeshiva.org.il
